Greenpeace contra o Tata Nano, o carro mais barato do mundo
Domingo • 29 de Março • 2009
Greenpeace de novo aparecendo aqui no blog! O automóvel mais barato do mundo contra uma tartaruga que não tem preço. Seguindo esse mote, o Greenpeace procura atrair a atenção sobre um problema ambiental que muitas vezes não chega à s primeiras páginas dos jornais: o das tartarugas verde-oliva de Ridley, uma espécie ameaçada de extinção, que depositam habitualmente os seus ovos nas praias de Dhamra, na Ãndia.
Propaganda do Greenpeace: “Tata: Barato. Tartaruga: Não tem preço”
No entanto, justamente em Dhamra, começaram há alguns anos os trabalhos para a construção de um amplo porto comercial, que deve se tornar um dos mais importantes do subcontinente indiano: e a empresa responsável tanto pela construção quanto pela futura gestão da instalação colossal é a Tata, o conglomerado industrial conhecido particularmente pela produção do carro.
Semana passada mesmo a Tata apresentou ao mundo um modelo novo e muito esperado: o Nano, o carro mais econômico produzido por qualquer empresa da história, um pequeno automóvel de quatro lugares, que custará a incrÃvel soma de apenas 100 mil rúpias, ou seja, 1.600 euros [menos de 5 mil reais] e que promete dar quatro rodas a todos os que, sobretudo no Terceiro Mundo, tiveram que se contentar até agora com duas, ou com nenhuma.
O Greenpeace não perde a ocasião: com uma inserção de página inteira no Financial Times, a organização ambientalista exorta a Tata a parar os trabalhos do porto para salvar as tartarugas, ameaçando implicitamente um boicote internacional do Tata Nano, ou pelo menos uma campanha de publicidade negativa contra a sua empresa de construção se a empresa não acolher o pedido.
“Caro senhor Ratan Tata, o Nano é a realização de um sonho que o senhor sonhou junto com milhões de cidadãos indianos. Enquanto o Nano certamente é algo pelo qual o senhor irá querer ser lembrado, o seu porto de Dhamra pode destruir tudo aquilo que a Tata significa e sobre o qual construiu a sua reputação”.
A propaganda lembra que, há dois anos, isto é, desde quando os trabalhos de construção do porto iniciaram, as tartarugas verde-oliva de Ridley deixaram de depositar em massa os seus ovos na zona. “Se elas desaparecerem, será para sempre. E é só por isso que o Greenpeace acredita que as obras o porto devem parar agora”, advertem os militantes ecologistas.
“Mas a construção continua dia e noite, ameaçando levar espécies já ameaçadas para mais perto da extinção”, conclui a página publicitária do Greenpeace. “Senhor Tata, apelamos ao senhor que mantenha o legado que a sua companhia construiu cuidadosamente ao longo de 100 anos. Coloque o planeta no mesmo nÃvel dos lucros, porque existem coisas que o dinheiro não compra”.
A campanha pede para que você faça parte através do site da ação.
Informaçõs do Instituto Humanistas Unisinos e o vÃdeo do Osocio



